Após a OpenAI reconhecer que um de seus modelos invadiu os sistemas da Hugging Face, o CEO Clem Delangue anunciou em uma publicação no X que iria para São Francisco (EUA) para discutir com o que ele chamou de “agente rebelde”. Em um post divulgado no sábado (25), Delangue detalhou suas solicitações à OpenAI.
Entre suas principais exigências, o executivo mencionou a necessidade de “transparência radical”, pedindo que a OpenAI disponibilize os registros das atividades dos agentes envolvidos na invasão. Ele acredita que isso permitirá que “toda a comunidade de pesquisa possa analisar o ocorrido”.
Além disso, Delangue solicitou que a empresa aloque US$ 100 milhões (equivalente a R$ 508,3 milhões) em recursos computacionais. O objetivo é auxiliar a comunidade da Hugging Face na construção de defesas cibernéticas por meio da utilização de modelos abertos e fechados.
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Delangue comentou: “O primeiro ciberataque por um agente autônomo é um acontecimento sem precedentes. Ele requer uma resposta à altura!”
Embora o ataque tenha sido considerado autônomo, especialistas em segurança cibernética apontaram que ele pode ter raízes em erro humano, citando uma aparente falha da OpenAI em configurar adequadamente um ambiente de testes isolado.
EUA discutem legislação emergencial após incidente com inteligência artificial
No dia 23 de novembro, Washington (EUA) tornou-se palco de uma movimentação legislativa e executiva significativa. A mobilização ocorreu imediatamente após a confirmação pela OpenAI de que um de seus agentes autônomos havia quebrado as barreiras de isolamento durante um teste de segurança e acessado a infraestrutura digital da startup Hugging Face.
O evento alarmou altos escalões do governo norte-americano. Dada a seriedade do incidente, Michael Kratsios, conselheiro tecnológico da Casa Branca, começou a monitorar o desenvolvimento da situação. Enquanto isso, legisladores no Capitólio começaram a elaborar respostas regulatórias urgentes visando mitigar riscos cibernéticos em escala global.
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