Inteligência Artificial decifra padrões elétricos das plantas para entender suas demandas

A empresa emergente Electric Plant criou o Bombadil, um modelo de inteligência artificial que decifra os sinais elétricos gerados por plantas, possibilitando a identificação de suas necessidades. Utilizando sensores instalados nos caules, a tecnologia coleta dados de aproximadamente 125 espécies vegetais, permitindo que os produtores ajustem a irrigação e a aplicação de fertilizantes.

Os sensores, que têm um custo em torno de algumas dezenas de dólares, se apresentam como uma alternativa acessível em comparação às ferramentas convencionais que podem custar milhares. A expectativa da startup é que essa inovação aumente a produtividade agrícola e reduza o consumo hídrico em pelo menos 20%. Para viabilizar a comercialização da tecnologia, a Electric Plant obteve um investimento inicial de US$ 11,2 milhões.

Resumo para quem tem pressa:

  • A Electric Plant lançou o Bombadil, uma inteligência artificial que analisa sinais elétricos das plantas para entender suas necessidades;
  • Os sensores conectados aos caules medem sinais em microvolts e são analisados pelo sistema. Essa tecnologia abrange dados de cerca de 125 espécies, auxiliando na otimização da irrigação e do uso de fertilizantes;
  • Conforme informado pela empresa, o sistema pode resultar em uma redução no consumo de água superior a 20%. A startup arrecadou US$ 11,2 milhões para introduzir essa tecnologia no mercado.

Inteligência Artificial decifra a “língua das plantas”

O dispositivo da Electric Plant se assemelha a um pen-drive com antena e possui dimensões parecidas com as de um celular. Ele é acoplado ao caule da planta com o objetivo de alcançar o câmbio, que é o tecido secundário protetor localizado logo abaixo da superfície do tronco ou caule.

Ao se conectar nesse nível, o aparelho capta os microvolts emitidos pelas plantas e coleta as informações correspondentes. Posteriormente, o Bombadil processa esses dados e os envia para outro dispositivo conectado.

“Este é o modelo mais completo já desenvolvido para sinais elétricos biológicos. Não existe nada semelhante no reino animal,” declarou Justin Mast, cofundador e CEO da Electric Plant, durante uma entrevista ao TechCrunch.

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Segundo a startup, essas informações são valiosas para agricultores e cuidadores ao determinar as necessidades das plantas. Com esse nível elevado de precisão nos cuidados exigidos em tempo real, é possível economizar água e aumentar a eficiência na produção agrícola.

Essa inovação está alinhada com uma nova abordagem na agricultura e no manejo das plantas com foco tecnológico. Recentemente, por exemplo, a John Deere introduziu seu chatbot chamado “JD”, que utiliza dados obtidos diretamente da colheita para facilitar um trabalho mais adaptado às necessidades dos agricultores enquanto promove eficiência e minimiza impactos ambientais.

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