ChatGPT Ads: já conseguimos cliques abaixo de R$ 1 na nova plataforma de anúncios

Pesquisar no ChatGPT já virou o novo normal da internet.

A plataforma da OpenAI ultrapassou a marca de 1 bilhão de usuários ativos semanais no mundo. Só no Brasil, são mais de 50 milhões de usuários ativos mensais.

Mas o que tanta gente procura no ChatGPT?

Na educação, estudantes pedem ajuda para resolver equações, aprender idiomas e estudar para concursos.

Nas finanças pessoais, as dúvidas vão desde como sair das dívidas do cartão de crédito até comparar investimentos em CDB e Tesouro Selic.

Já na rotina de casa, aparecem perguntas sobre como tirar manchas de roupas, escolher eletrodomésticos ou organizar um cardápio semanal gastando menos.

Ou seja, as pessoas usam a inteligência artificial para aprender, pesquisar e resolver problemas do dia a dia.

Agora as empresas podem anunciar no ChatGPT

Aproveitando essa audiência gigantesca, a OpenAI lançou o ChatGPT Ads, sua plataforma de publicidade.

Empresas elegíveis podem criar uma conta no gerenciador de anúncios, cadastrar uma forma de pagamento, definir orçamento e começar a anunciar.

Na minha assessoria de marketing, já começamos a testar campanhas.

E os primeiros resultados chamaram a atenção: conseguimos um custo por clique (CPC) abaixo de R$ 1, com um volume expressivo de cliques.

Mas o mais interessante não é apenas o preço.

O grande diferencial é a segmentação por contexto

Imagine uma pessoa perguntando ao ChatGPT:

“Qual a melhor máquina de lavar para uma família de cinco pessoas, considerando economia de energia e preço até R$ 3 mil?”

Essa pessoa está comparando produtos, estabelecendo critérios e se aproximando de uma decisão de compra.

É uma excelente oportunidade para um e-commerce de eletrodomésticos aparecer com um anúncio relevante.

A novidade do ChatGPT Ads é justamente considerar o contexto da conversa, e não apenas palavras-chave isoladas.

Isso abre duas grandes oportunidades.

A primeira é para o e-commerce, alcançando consumidores enquanto comparam produtos, preços e benefícios.

A segunda é para o marketing de conteúdo, quando as pessoas ainda estão aprendendo sobre determinado assunto.

Imagine alguém pesquisando como funciona a energia solar e quanto poderia economizar na conta de luz. Uma empresa pode anunciar um guia ou uma calculadora de economia antes mesmo de o consumidor começar a pedir orçamentos.

É o que chamamos no marketing de topo e meio de funil, especialmente nas etapas de aprendizado e descoberta.

Claro que cliques baratos não significam necessariamente vendas. Ainda precisamos avaliar conversões e retorno financeiro.

Mas os primeiros testes são animadores.

Durante anos, o Google dominou as pesquisas de quem já sabe o que procura. O Instagram e o Facebook se consolidaram como canais para despertar interesse.

Agora, o ChatGPT abre outra possibilidade: anunciar enquanto o consumidor está aprendendo sobre um assunto ou comparando alternativas antes de comprar.

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