A Andreessen Horowitz (a16z), uma gestora de capital de risco, lançou uma nova escola privada nos Estados Unidos com o objetivo de apresentar uma alternativa ao ensino superior tradicional. Denominada Horowitz Andreessen Academy (HAA), a instituição se propõe a preparar jovens para o mercado tecnológico através de experiências práticas e interações diretas com empresários do setor, especialmente em um contexto onde muitos questionam o valor do diploma universitário.
Com o respaldo dos fundadores Marc Andreessen e Ben Horowitz, que focam em investimentos em startups e empresas tecnológicas promissoras, a iniciativa recebeu US$ 42 milhões em financiamento, que corresponde a R$ 214,9 milhões. A primeira turma da HAA contará com cerca de 50 alunos e está programada para iniciar em setembro de 2027, oferecendo um ano de curso gratuito.
Funcionamento da escola
A proposta educativa da HAA visa substituir aulas teóricas tradicionais por projetos independentes focados no mundo dos negócios. Gagan Biyani, CEO da instituição, menciona que esse modelo busca inspiração no sistema tutorial da Universidade de Oxford e nas metodologias Montessori, distantes da estrutura das universidades convencionais.
Os alunos terão a oportunidade de participar de palestras ministradas por renomados executivos do setor tecnológico. Entre os convidados esperados estão Jensen Huang, CEO da Nvidia; Satya Nadella, CEO da Microsoft; e Travis Kalanick, cofundador da Uber.
Em um post na plataforma X, Biyani destacou que a academia almeja se estabelecer como uma instituição de elite, atraindo talentos e preparando-os para os desafios futuros. Essa visão está alinhada à proposta de proporcionar uma educação distinta daquela oferecida pelas universidades tradicionais.
Sem credenciamento nem diplomas
Apesar das inovações propostas, a HAA possui limitações significativas em comparação com as instituições de ensino superior tradicionais. Conforme relatado pela revista Fortune, a academia não terá credenciamento oficial nem emitirá diplomas. Além disso, não aceitará auxílio estudantil do governo federal dos Estados Unidos e não garantirá empregos ou estágios remunerados aos alunos.
A criação dessa escola reflete um debate existente no Vale do Silício sobre a necessidade de um diploma universitário para alcançar sucesso na área tecnológica. Exemplos frequentemente citados incluem Bill Gates (Microsoft), Mark Zuckerberg (Facebook) e Steve Jobs (Apple), todos eles que abandonaram suas faculdades antes de concluir seus cursos.
Possibilidade de versão paga em 2028
As inscrições para o primeiro ciclo letivo já estão abertas. O programa inicial será gratuito e terá duração de um ano, começando em setembro de 2027 com aproximadamente 50 estudantes matriculados.
A partir de 2028, a HAA pretende lançar uma versão paga com duração de dois anos, caso receba as aprovações necessárias dos órgãos reguladores. Segundo Biyani, as mensalidades previstas devem ser comparáveis às cobradas por instituições privadas renomadas nos Estados Unidos.
A proposta amplia as alternativas formativas voltadas ao setor tecnológico; no entanto, não se equipara a um curso universitário credenciado. O enfoque da academia é voltado para experiências práticas e conexões com profissionais do mercado, sem oferecer um diploma ao final do curso.


