Encerrando sua “turnê mensal” de maio pelo Sistema Solar, a Lua, após passar por Marte e Saturno, terá duas conjunções astronômicas nesta semana. Esse fenômeno se dá quando dois ou mais corpos celestes compartilham a mesma ascensão reta, que é uma coordenada análoga à longitude na Terra.
A primeira conjunção acontece na segunda-feira (18), quando a Lua fará uma “visita” a Vênus. Conforme informações do guia de observação astronômica InTheSky.org, esse encontro ocorrerá às 22h50 (horário de Brasília).
No momento da conjunção, ambos os astros estarão abaixo do horizonte e, portanto, não serão visíveis. Contudo, será possível avistá-los próximos um do outro no céu noroeste a partir das 17h45, sendo visíveis até cerca das 19h35, aproximadamente duas horas após o pôr do sol.
A magnitude da Lua será de -10, enquanto Vênus apresentará -4. Ambos estarão localizados na constelação de Touro. A escala de magnitude funciona de forma inversa: quanto mais brilhante um objeto parece, menor é seu número de magnitude. Por exemplo, o Sol tem uma magnitude aparente de -27 e é o objeto mais luminoso do céu. Embora não estejam próximos o suficiente para serem observados simultaneamente com telescópios ou binóculos, serão facilmente vistos a olho nu.
Encontro com Júpiter ocorre pela manhã
Na quarta-feira (20), às 9h37, será a vez da conjunção entre a Lua e Júpiter. Assim como no evento anterior, esse encontro também ocorrerá abaixo do horizonte.
Aqueles que desejam observar os dois astros juntos deverão olhar para o céu entre 17h44 e 21h08, novamente na direção noroeste. É possível usar binóculos ou mesmo não utilizar nenhum equipamento óptico, já que a dupla não caberá na visão de um telescópio. A magnitude da Lua será de -11 e a de Júpiter será -1.9, ambos situados na constelação de Gêmeos.
Em junho, a Lua terá outros encontros notáveis com Saturno (no dia 10), Marte (12), Mercúrio (16) e novamente com Júpiter e Vênus (17). Essas conjunções mensais ocorrem porque a Lua orbita a Terra em um plano semelhante ao dos planetas em relação ao Sol, conhecido como plano da eclíptica.
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Fases da Lua em constante transformação
“E amanhã não seremos o que fomos nem o que somos.” A famosa citação do poeta romano Ovídio ilustra bem como as transformações fazem parte da vida; e um exemplo claro dessa dinâmica pode ser visto no céu. Assim como nós evoluímos ao longo do tempo, a Lua também passa por mudanças constantes em ciclos que vão além das quatro fases tradicionalmente conhecidas.
Muitas pessoas acreditam que existem apenas quatro fases da Lua, mas essa é apenas uma simplificação da trajetória fascinante de renovação que ela experimenta mensalmente. Para aqueles interessados em explorar essa eterna metamorfose e descobrir as “interfases” – os momentos transitórios entre o que foi e o que está por vir – há muito mais para aprender.
O post sobre os encontros “às escondidas” da Lua nesta semana foi atualizado para novas informações.




