Um novo estudo divulgado no Canadian Medical Association Journal sugere que uma alimentação rica em verduras, frutas, grãos integrais e leguminosas pode ser benéfica na proteção dos rins e na diminuição do risco de desenvolver doença renal crônica (DRC).
Pesquisadores da Universidade Médica do Suil, na China, realizaram uma análise abrangente durante 12 anos, envolvendo dados de 178.508 indivíduos do UK Biobank, um estudo britânico que acompanha a saúde de aproximadamente meio milhão de pessoas.
Os resultados indicaram uma correlação entre a dieta EAT-Lancet, também conhecida como “dieta para a saúde planetária”, e uma redução no risco de contrair doença renal crônica.
Os participantes que seguiram esse padrão alimentar com maior rigor tiveram uma probabilidade menor de desenvolver DRC. Essa condição é caracterizada por lesões nos rins que afetam a taxa de filtração, levando à deterioração progressiva da função renal.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia estima que cerca de 7% a 10% da população adulta no Brasil apresente algum nível de comprometimento renal.
A Dieta Planetária foi proposta em 2019 por um grupo internacional composto por 37 especialistas de 16 países, durante o projeto EAT-Lancet. Ela enfatiza o aumento do consumo de vegetais e a redução dos produtos de origem animal, especialmente carne vermelha, devido ao seu impacto ambiental negativo.
Além de sugerir uma ingestão equilibrada de frutas, legumes, verduras, grãos integrais, feijões e castanhas, essa dieta promove práticas sustentáveis na produção alimentar e valoriza a biodiversidade. Também ressalta a importância da diminuição do açúcar adicionado e aborda temas como uso eficiente da água e emissões de gases do efeito estufa.
Ao reduzir o consumo de carne vermelha, há uma tendência à diminuição dos níveis de gordura saturada, toxinas urêmicas (subprodutos do metabolismo) e fósforo, assim como da carga ácida. Estudos apontam que um excesso dessas substâncias pode favorecer problemas renais.




