Horários adequados para exercícios potencializam resultados, revela estudo

Realizar atividades físicas é essencial para manter a saúde, especialmente na proteção do coração e na diminuição do risco de doenças metabólicas. Contudo, o momento em que se pratica o exercício pode ter um impacto significativo nos resultados obtidos.

Um estudo divulgado na revista Open Heart sugere que alinhar o treino ao relógio biológico pessoal pode maximizar os benefícios para a saúde.

A pesquisa consistiu em um ensaio clínico randomizado que envolveu 150 adultos sedentários, com idades entre 40 e 60 anos, todos apresentando pelo menos um fator de risco cardiovascular, como hipertensão, sobrepeso ou obesidade. No final do estudo, 134 participantes completaram todas as fases do programa de exercícios.

Horário ideal para a prática de exercícios

Os pesquisadores analisaram o cronotipo de cada indivíduo. Esse conceito refere-se à tendência natural que uma pessoa tem de se sentir mais produtiva em determinados períodos do dia. Algumas pessoas têm melhor desempenho pela manhã, enquanto outras se sentem mais energizadas no final da tarde ou à noite.

Para determinar o perfil biológico dos participantes, foi aplicado um questionário específico e a temperatura corporal foi monitorada durante 48 horas pela equipe de pesquisa.

Em seguida, parte dos voluntários praticou exercícios em horários que correspondiam ao seu cronotipo, enquanto os demais treinaram em horários que não estavam alinhados com seu relógio biológico.

Após 12 semanas e um total de 60 sessões de atividade física, observou-se uma melhora geral entre os participantes. No entanto, aqueles que treinaram em horários mais compatíveis com seus ritmos biológicos apresentaram resultados superiores.

Os pesquisadores afirmam que o grupo que seguiu um cronograma alinhado ao seu cronotipo obteve avanços significativos em relação a fatores de risco cardiovascular, capacidade aeróbica, qualidade do sono e marcadores metabólicos.

Os indicadores avaliados incluíram qualidade do sono, pressão arterial, variabilidade da frequência cardíaca, níveis de glicose em jejum, VO₂ máximo — uma medida relacionada ao condicionamento físico — e colesterol LDL, conhecido como “ruim”.

A principal conclusão não é que haja um horário ideal universal para realizar exercícios. A pesquisa sugere que tanto a manhã quanto a noite podem ser eficazes, desde que correspondam à biologia individual de cada pessoa.

Identificar os momentos de maior disposição e recuperação pode facilitar a criação de uma rotina mais eficaz. No entanto, os especialistas enfatizam que o aspecto mais relevante continua sendo a regularidade na prática dos exercícios. Os resultados ressaltam que adaptar os treinos ao próprio corpo pode trazer benefícios adicionais sem custo extra quando isso for viável.

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