Documentos judiciais recentes revelaram que a empresa Meta escondeu informações que mostravam que seus produtos estavam prejudicando a saúde mental dos usuários, especialmente crianças e adolescentes.
Um projeto de pesquisa interno da empresa, chamado de “Projeto Mercúrio”, concluiu que as pessoas que deixaram de usar o Facebook por uma semana apresentaram redução nos sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social. No entanto, esses resultados negativos não foram divulgados ao público, pois o projeto foi interrompido logo após suas conclusões.
Em resposta a essas acusações, um porta-voz da Meta afirmou que o estudo foi paralisado devido a falhas na metodologia, e que a empresa tem trabalhado para aprimorar a segurança de seus produtos.
Um escritório de advocacia está movendo uma ação contra a Meta, Google, TikTok e Snapchat em nome de distritos escolares em todo o país. De acordo com os advogados, essas empresas estariam escondendo intencionalmente os riscos associados aos seus produtos, prejudicando usuários, pais e professores.
Principais acusações contra as plataformas
As principais acusações contra as empresas incluem:
- Estímulo para que crianças menores de 13 anos usem suas plataformas.
- Omissão no combate ao conteúdo de abuso sexual infantil.
- Incitamento ao uso de redes sociais por adolescentes durante o horário escolar.
- Pagamento para organizações que defendem publicamente a segurança de seus produtos.
Acusações mais detalhadas contra a Meta
Em particular, as acusações contra a Meta são mais detalhadas do que as feitas às outras plataformas. Documentos internos citados nos processos judiciais indicam:
- A Meta impunha um limite muito alto de infrações (17 tentativas) antes de remover usuários que estavam tentando traficar pessoas para exploração sexual.
- Os recursos de segurança da Meta destinados aos jovens eram ineficazes e pouco utilizados.
- A Meta reconhecia que otimizar seus produtos para aumentar o envolvimento de adolescentes resultava em exposição a conteúdo prejudicial.
- A empresa atrasava a implementação de medidas de segurança para evitar que predadores contatassem menores.
Mark Zuckerberg, em uma mensagem de texto de 2021, admitiu que a segurança infantil não era sua prioridade, focando mais na construção do metaverso. A empresa se defende afirmando que tem implementado recursos eficazes de segurança para adolescentes e seus pais.
Os documentos internos citados nos processos são confidenciais, e a Meta solicitou a remoção desses documentos. Uma audiência sobre o caso está marcada para o dia 26 de janeiro no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia.
A notícia sobre a Meta ter escondido evidências sobre os impactos na saúde mental de usuários foi compartilhada originalmente no portal de notícias Olhar Digital.




