Segundo informações divulgadas pelo Olhar Digital, a temporada de cometas de 2026 teve início, com um deles passando pelo céu neste mês de janeiro: o C/2024 E1 (Wierzchos). Esse cometa pode ser avistado com o auxílio de binóculos ou telescópios, pois é muito tênue para ser visto a olho nu.
Descoberto em março de 2024, o C/2024 E (Wierzchos) é um cometa com órbita hiperbólica. Apesar de ter essa característica típica de objetos interestelares, ele provavelmente se originou na Nuvem de Oort, localizada nos limites do Sistema Solar, e fará apenas uma passagem por aqui, sem retornar.
O Wierzchos atingiu seu periélio, o ponto mais próximo do Sol, na última terça-feira (20), tornando-se visível ao entardecer no Hemisfério Sul, um pouco acima do horizonte na direção sudoeste. De acordo com o guia de observação In-The-Sky.org, o pico de brilho desse cometa será nesta segunda-feira (26).
Para visualizá-lo, é necessário um céu escuro, longe da poluição luminosa das cidades. Conforme o guia de observação Starwalk Space, embora algumas previsões otimistas indiquem que binóculos comuns possam captá-lo, é mais seguro usar binóculos de alta ampliação ou pequenos telescópios.
No dia 17 de fevereiro, o cometa terá sua maior aproximação com a Terra, momento em que seu brilho diminuirá um pouco, exigindo mais paciência e céus limpos para ser avistado.
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Primeiro cometa descoberto em 2026 terá encontro arriscado com o Sol
Um novo cometa está se aproximando do Sistema Solar interno e terá uma passagem extremamente próxima (e perigosa) ao redor do Sol entre os dias 4 e 5 de abril, a uma distância que o classifica como um “rasante ao Sol”.
Trata-se do primeiro cometa oficialmente descoberto em 2026, designado pela União Astronômica Internacional (IAU) como C/2026 A1 (MAPS).
Abril promete trazer outro destaque
Também em abril, teremos a passagem do cometa C/2025 R3 PanSTARRS, que promete ser um destaque entre os cometas de 2026. Descoberto em setembro de 2025, há grande expectativa quanto ao seu brilho. Previsões recentes indicam que ele pode se tornar visível a olho nu, atingindo magnitude 3.5.
Além disso, há a possibilidade de um fenômeno chamado “dispersão frontal” amplificar sua luz, fazendo com que seu brilho supere o de Sírius, a estrela mais brilhante do céu noturno. Dessa forma, ele pode se tornar o cometa mais brilhante do ano.
A oportunidade ideal para observá-lo será na virada de abril para maio, dependendo da localização do observador, sendo mais visível no Hemisfério Norte até meados de abril e no Hemisfério Sul a partir do final de abril e início de maio, após o entardecer.
Classificado como cometa de longo período ou trajetória hiperbólica, ele está apenas de passagem pelo interior do Sistema Solar antes de seguir para o espaço interestelar, sem retorno durante nossas vidas. Portanto, essa será uma oportunidade única para admirar esse corpo celeste raro.




