Gosta de dançar e faz isso com frequência? Pois saiba que você está fazendo um bem danado para a sua saúde! Já se sabe que movimentar o corpo é benéfico por vários motivos, mas um estudo recente mostrou que pessoas que mexem seus quadris regularmente (ou seja, mais de uma vez por semana) têm um risco 76% menor de demência do que aquelas que o faziam raramente.
De acordo com os pesquisadores, a dança combina elementos como exercício, criatividade, equilíbrio e conexão social, o que são associados à longevidade. Outras atividades físicas, como natação e caminhada, também trazem benefícios, porém não tão significantes quanto os da dança.
O estudo teve início nos anos de 1980 com participantes idosos do Bronx e ao longo das décadas seguintes, os pesquisadores acompanharam a cognição dessas pessoas, evidenciando a importância da dança na prevenção da demência.
A dança, além de ser um exercício aeróbico, proporciona desafios cognitivos, conexão social, coordenação motora e equilíbrio. Ela estimula o cérebro a realizar várias atividades ao mesmo tempo, como acompanhar o ritmo, lembrar passos e interagir com outras pessoas.
Já existem clínicas que recomendam a dança como terapia para pacientes com distúrbios de movimento, como a doença de Parkinson. Estudos sugerem que a dança oferece ao cérebro o tipo certo de exercício, sendo acessível para a maioria das pessoas.
Outros estudos
Pesquisas anteriores também destacam os benefícios da dança, como uma redução de 37% no risco de quedas em idosos saudáveis, além de melhorias no equilíbrio e força. O simples ato de ouvir música diariamente também está associado a uma redução no risco de demência, mostrando que mesmo sem dançar, pode-se obter benefícios para o cérebro.
Não há uma solução “mágica” para prevenir a demência, que é resultado de diversos fatores. Atividades como caminhar e dançar podem contribuir para a saúde do cérebro, porém é importante que sejam feitas com prazer e não como uma obrigação.




