(Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
A sessão da última reunião do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional foi encerrada após cumprir sua pauta, segundo trecho da nota taquigráfica. O ex-presidente Miguel Matos encerrou os trabalhos, convidando os Conselheiros para uma foto oficial.
O encontro marcou o fim da sexta composição do CCS, responsável por auxiliar o Senado Federal e a Câmara dos Deputados em questões relacionadas à comunicação. Miguel Matos expressou sua esperança de que o órgão fosse reestruturado rapidamente para continuar debatendo assuntos relevantes, como regulação das redes sociais e fake news, que já estavam na agenda do colegiado.
Entretanto, a incerteza paira sobre o futuro do CCS. A legislação vigente não oferece detalhes claros sobre o processo de escolha dos conselheiros, deixando margem para interpretações. O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, deve convocar uma sessão conjunta para eleger os membros da próxima composição do Conselho com base em indicações de entidades e parlamentares, ampliando a complexidade da tarefa.
A falta de transparência nas leis que regem o CCS e a ausência de prazos claros para a escolha dos novos conselheiros contribuem para a instabilidade do órgão. A interferência política histórica no processo de seleção dos membros tem sido um obstáculo para a continuidade e efetividade do Conselho ao longo dos anos.
(Reprodução TV Senado)
Interferência política e paralisia no Conselho: fotografias que se repetem
Desde a sua criação, o CCS enfrenta desafios para garantir sua atuação de forma consistente. Períodos de inatividade e interferência política marcaram a trajetória do Conselho, demonstrando a complexidade de sua composição e a fragilidade de seu funcionamento.
A sociedade civil e os próprios conselheiros têm alertado para a importância do CCS como instância de assessoramento fundamental, mas a falta de valorização por parte do Congresso Nacional tem enfraquecido o papel do órgão na cena política brasileira.
As discussões sobre a recomposição do CCS evidenciam a necessidade de uma revisão profunda nas regras que regem o Conselho, a fim de garantir sua autonomia e eficácia nas ações propostas. O histórico de interferências políticas e lacunas na legislação coloca em xeque a continuidade e relevância do CCS no atual cenário comunicacional do país.
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Vilson Vieira Junior é jornalista formado em Comunicação Social e mestre em Ciências Sociais pela UFES.
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